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Portugal-a-Programar  |  Desenvolvimento  |  Python  |  Programa Escrito Em Python Que Ensina Python Em Forma De Tutorial « anterior seguinte »
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Autor Tópico: Programa Escrito Em Python Que Ensina Python Em Forma De Tutorial  (Lida 5317 vezes)
PYPT
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« em: 20 de Junho de 2007, 20:10 »

Olá!

Este programa vai ser escrito em Python e vai ensinar Python em forma de tutorial.

Para este projecto precisamos:

1º Programadores para modo Procedural (Feito por PYPT)

2º Programadores para modo Orientado a Objectos (Feito por PYPT)

3º Tutorial básico de Python (Postado por PYPT e traduzido para português de portugal por Equipa de Traduções #2)

Aguardo respostas e críticas ao projecto s.f.f.

Editado: Programa Terminado
« Última modificação: 05 de Agosto de 2007, 12:44 por PYPT » Registado
djthyrax
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« Responder #1 em: 20 de Junho de 2007, 21:10 »

Algo que acente nisto: http://www.portugal-a-programar.org/forum/index.php?topic=10366.0
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d_pintassilgo
David Pintassilgo
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David Pintassilgo


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« Responder #2 em: 20 de Junho de 2007, 21:13 »

Eu posso partecipar mas como cobaia para testar, uma vez que estou a aprender agora talvez seja o ideal.
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ISSN 1647-0710 <-----> Já leste o último número?
Triton
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« Responder #3 em: 20 de Junho de 2007, 22:08 »

Não percebi muito bem o projecto, descreve melhor o que queres fazer. Estou disposto a ajudar. Smiley
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« Responder #4 em: 20 de Junho de 2007, 22:10 »

Não percebi muito bem o projecto, descreve melhor o que queres fazer. Estou disposto a ajudar. Smiley

O que planeio fazer é um programa escrito em Python que ensine ao usuário o básico de Python.  w00t2

Vai ser engraçado este programa  Tongue

Python a ensinar Python  cheesygrin

 thumbsup
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« Responder #5 em: 20 de Junho de 2007, 22:23 »

Este será o texto "Tutorial Básico de Python" que será colocado no programa acima descrito:


Introdução

Este tutorial foi criado com intuito de ensinar de maneira simples e objectiva esta  linguagem de programação chamada Python.
Vale salientar que este tutorial não é um tutorial aprofundado, e nem um manual de referência.


O que é Python?

Python é uma linguagem interpretada, bastante portável, orientada a objectos (incluindo herança múltipla).
Apresenta semântica dinâmica, um moderno mecanismo de tratamento de erros e excepções.
Algo só visto em linguagens modernas como Java e as versões mais recentes de C++.
Python possui uma forma eficiente de acesso e reutilização de código com o uso de módulos, coleta de lixo automática, recursos avançados de manipulação de textos, listas e outras estruturas de dados (como dicionários, mais poderoso que o hash de Perl, pois os valores assumidos podem conter qualquer outro tipo de objecto como até mesmo outros dicionários).
Python possui ainda uma sintaxe simples, quase como um pseudo-código, característica marcante da sintaxe, próxima a linguagem matemática, do MATLAB.


História

Seu desenvolvimento teve início em 1990, pelo holandês Guido van Rossum, na CWI em Amesterdão e continuou na CNRI (fundação que sustenta a linguagem hoje) em Reston.
O conjunto de entidades e pessoas ligadas ao Python, sobretudo via Internet, formam a Python Software Activity (PSA).


Características

Em Python, diferentemente de C++ ou Java, as funções são tratadas como objectos, característica de linguagens de programação funcional como Lisp, muito utilizada em aplicações de inteligência artificial.
Outro ponto importante, oferecendo grande flexibilidade, é que, em Python, cada argumento de uma função pode assumir um valor default.


Módulos do Python

Os módulos, em Python, são colecções de funções.
Sua versão 1.5.2, de 1999, já incluía mais de 140 módulos, sem contar a extensão gráfica Tk que é importante na construção das ferramentas de utilização da linguagem.
E desconsiderando também outros módulos que podem ser encontrados a partir do site oficial (www.python.org), quase todos livres e gratuitos.
Como ilustração, podemos citar alguns módulos, como o cgi (para programação de páginas dinâmicas), ftplib (para montagem de scripts para interação com servidores FTP), gzip (para leitura e escrita de arquivos comprimidos), math (para utilização de funções matemáticas), re (para busca de texto com expressões regulares, característica da linguagem Perl), string (para operações com strings), time (para obtenção de hora actual e conversão de formatos de data), xmllib (para interpretação de arquivos em formato XML).
Outro módulo especial é o NumPy, utilizado na computação científica.


O que é NumPy

O NumPy é um conjunto de extensões para Python que oferecem várias funcionalidades para manipulação de conjuntos de objectos chamados arrays.
Estes, por sua vez, podem ter qualquer número de dimensões.
A vantagem destas extensões é que podemos processar grandes conjuntos de forma tão rápida quanto os resultados das linguagens não interpretadas de mais baixo nível.
A manipulação de grandes conjuntos numéricos, que é o caso do processamento de imagens, se fossem usadas as estruturas de dados padrão de Python, poderia ser muito lenta e ocupar muito espaço.
Entretanto, mesmo assim, comparando a execução de comandos de iteração (como o comando "for''), críticos em linguagens interpretadas, o Python se revela eficiente, sendo mais rápido, por exemplo, que o MATLAB.
Tanto Python como MATLAB podem facilmente agregar funções (boa extensividade).
O fato de o Python ter código aberto e ser gratuitamente distribuído, inclusive com o Numerical Python, foi um elemento decisivo na escolha desta linguagem, já que a intenção, entre outras, é beneficiar qualquer pessoa interessada em ferramentas de processamento de imagens.


Tipos de variáveis dinâmicos

Um dos conceitos básicos de programação é a variável, que é um associação entre um nome e um valor.
Ou seja, temos em:

Código
GeSHi (python):
a = 1
Created by GeSHI 1.0.7.20

A variável a recebendo o valor de 1.
Em Python, não precisamos declarar variáveis; para criar uma, basta atribuir um valor a ela.
No exemplo acima, criamos uma variável chamada a.
Quando dizemos que a linguagem possui tipos de variáveis dinâmicos, o tipo de valor ao qual um nome está associado pode variar durante a execução de um programa.
Não quer dizer que não exista tipo -- embora em Python não o declaremos, as variáveis assumem um tipo -- apenas que este tipo pode variar durante o curso da execução.
Esta propriedade por si só não é tão importante, embora realmente torne a escrita dos programas mais ágil: não precisamos decidir de imediato qual informação será armazenada, e podemos converter uma informação entre diversos tipos sem definir uma nova variável.
Associada à orientação a objectos, no entanto, possui reflexos interessantes, que discutiremos mais adiante.


Controle de bloco por indentação

Na maior parte das linguagens, há instruções ou símbolos específicos que delimitam blocos de código que compõem um laço ou expressão condicional. Por exemplo, em C:

Código
GeSHi (c):
   if ( a < 0 ) {
   /* bloco de código */
   }
Created by GeSHI 1.0.7.20
ou em Fortran:
   
Código
GeSHi (c):
if ( a .lt. 0 ) then
   /* bloco de código */
   endif
Created by GeSHI 1.0.7.20
Nestes dois casos, os blocos são delimitados -- em C por chaves, e em Fortran pelo par then e endif.
Em Python, os blocos são demarcados apenas por indentação:

Código
GeSHi (python):
   if ( a < 0 ):
   # bloco de código
   # (ao fim da seção indentada
   # termina o bloco)
   # próxima instrução (após o if)
Created by GeSHI 1.0.7.20
Esta propriedade faz com que a linguagem seja muito clara e fácil de ler -- a indentação está sempre correta -- mas também requer um controle formal sobre a indentação.
É importante convencionar se a indentação será feita por uma tabulação ou por um número determinado de espaços, já que todas as pessoas editando um programa Python devem usar o mesmo tipo.
Uma boa dica que evita confusão é usar 4 espaços para cada nível.


Tipos de variáveis de alto nível

Como dito antes, Python possui tipos, e alguns destes tipos merecem uma atenção especial por serem de alto nível, e portanto, bastante úteis.
Python oferece:

    * Strings: a cadeia de caracteres, uma forma de dado muito comum, possui um tipo específico.

    * Listas: uma lista é como um vector em outras linguagens: um conjunto de valores organizados (indexados) por um índice numérico e inteiro.
       
Código
GeSHi (python):
 a = [ "A", "B", "C" ]
         print a[2]
Created by GeSHI 1.0.7.20
    * Tuplas: tuplas são listas imutáveis; em outras palavras, não podem ser alteradas uma vez criadas.

    * Dicionários: dicionários são como listas, mas que possuem índices cujo tipo não precisa ser inteiro.
       Dicionários são conhecidos em outras linguagens como arrays associativos ou hashes.
         
Código
GeSHi (python):
autor = { "nome" : "Christian", "idade" : 26 }
           print autor["nome"]
Created by GeSHI 1.0.7.20
    * Classes: classes são tipos especiais que servem para apoiar programação orientada a objectos, que será discutida a seguir.


Orientação a objectos

Neste tópico, faremos uma rápida explicação sobre como pode ser feita a orientação a objectos.
Orientação a objectos (OO) é uma forma de estruturar um programa: ao invés de definirmos variáveis e criarmos funções, passando parâmetros entre elas, definimos objectos que possuem dados e acções associadas.
O programa orientado a objectos é resultado da 'colaboração' entre estes objectos.
Para a orientação a objectos ser utilizada, a linguagem de programação deve dar suporte a objectos (e aos seus tipos, as classes).
Em Python, há suporte completo a OO; aliás, a linguagem vai além de simples suporte: todos os elementos básicos em Python são objectos.
Segue um exemplo de uma classe, e da criação de um objecto, que nos termos da linguagem Python é chamado de instância:
     
Código
GeSHi (python):
class Produto:
      def vende(self):
      # Aqui entrariam as acções que realizam uma venda
      pass
       p = Produto()
       p.preco = 10.00
       p.descricao = "Halls extra forte"
       p.vende()
       print p
Created by GeSHI 1.0.7.20

Por que utilizar Python?

Uma boa pergunta é -- já que existe uma quantidade de linguagens diferentes -- por que aprender Python é importante ou mesmo interessante?
Há diversas respostas; a mais importante, na minha opinião, é que Python é fácil.
É fácil em diversos sentidos:

    * Os conceitos fundamentais da linguagem são simples.

    * A sintaxe da linguagem é clara e fácil de aprender.

    * A linguagem possui um interpretador de comandos que permite aprender e testar rapidamente trechos de código.

    * Na grande maioria dos casos, um programa em Python será muito mais curto que seu correspondente escrito em outra linguagem.
       Isto também faz com que seja mais rápido de escrever.

    * Existe suporte para todo tipo de biblioteca e banco de dados possível.
       Ou seja, pode-se fazer em Python qualquer tipo de programa, mesmo que utilize gráficos, base SQL ou outra tecnologia externa.

    * É possível escrever extensões a Python em C e C++ se é necessário performance máxima, ou se é desejável fazer interface com alguma ferramenta que possua biblioteca apenas nestas linguagens.

    * Python permite que o programa funcione em múltiplas plataformas; em outras palavras, a sua aplicação feita para Linux pode rodar sem problemas em Windows e em outros sistemas.

    * Python é pouco punitivo: em geral, "tudo pode" e há poucas regras arbitrárias; isto acaba por tornar prazeroso o uso da linguagem.
« Última modificação: 21 de Junho de 2007, 21:33 por PYPT » Registado
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« Responder #6 em: 24 de Junho de 2007, 14:50 »

Eu ofereço-me tambem como cobaia Tongue
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Mas sem "axaxinar" o português tá? Wink
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« Responder #7 em: 24 de Junho de 2007, 14:54 »

PyPT, o texto pode ser muito bom, mas era bom que não usasses expressões brasileiras... :\
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« Responder #8 em: 24 de Junho de 2007, 18:36 »

Claro, mas tens que admitir que a nossa gramática é diferente da deles... Por isso ao menos "traduz" o texto. Se quiseres eu faço-te isso Smiley
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« Responder #9 em: 24 de Junho de 2007, 19:19 »

Enquanto Portugal não tiver uma página oficial de Python e tutoriais bons escritos em Português de Portugal, eu continuarei a utilizar textos de Python escritos em brasileiro (Português).

A página oficial de Python do Brasil www.pythonbrasil.com.br (vejam vocês mesmos e me digam com sinceridade se Portugal é melhor que o Brasil em matéria Python).

Sou português, mas tenho que admitir a derrota de Portugal frente ao Brasil no que diz sempre respeito a tudo o que tem a ver com Python, esta é a pura verdade...

 thumbsup
Tu vais desenvolver para uma comunidade chamada Portugal-a-Programar.org, tem lógica que se escreva em português de Portugal. Wink
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« Responder #10 em: 24 de Junho de 2007, 20:45 »

Claro, mas tens que admitir que a nossa gramática é diferente da deles... Por isso ao menos "traduz" o texto. Se quiseres eu faço-te isso Smiley

Podes-me traduzir s.f.f. todo o texto que escrevi sobre Python para português de portugal?

Desde já agradeço a tua ajuda.

 thumbsup
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« Responder #11 em: 24 de Junho de 2007, 20:52 »

Claro, mas tens que admitir que a nossa gramática é diferente da deles... Por isso ao menos "traduz" o texto. Se quiseres eu faço-te isso Smiley

Podes-me traduzir s.f.f. todo o texto que escrevi sobre Python para português de portugal?

Desde já agradeço a tua ajuda.

 thumbsup
A minha equipa pode agora tratar disso. Algum problema com isso anaryin/Knitter? Smiley
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« Responder #12 em: 25 de Junho de 2007, 05:17 »

Lol, eu ofereci-me pessoalmente Cheesy Go ahead Wink
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Mas sem "axaxinar" o português tá? Wink
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« Responder #13 em: 25 de Junho de 2007, 16:27 »

Boas,
Não posso deixar de dizer umas palavritas em relação a este tema, e então cá vai:
A comunidade brasileira é melhor pq são 150 milhões e nós só 10 milhões.
Os tutorias só podem existir se forem escritos por pessoas como tu (PYPT) ou como nós todos.

Continuação de bom trabalho pois esta comunidade tem dado muito a todos e tu (PYPT) foste uma grande mais valia para a comunidade.

Abraço
tejano96
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« Responder #14 em: 26 de Junho de 2007, 00:45 »

Traduzido:
Citar
Introdução

Este tutorial foi criado com o intuito de ensinar de maneira simples e objectiva esta linguagem de programação chamada Python.
Salientamos que este tutorial não é um tutorial aprofundado, nem um manual de referência.


O que é Python?

Python é uma linguagem interpretada, bastante portável, orientada a objectos (incluindo herança múltipla).
Apresenta semântica dinâmica, um moderno mecanismo de tratamento de erros e excepções, só visto em linguagens modernas como Java e as versões mais recentes de C++.
Python possui uma forma eficiente de acesso e reutilização de código com o uso de módulos, recolha de lixo automática, recursos avançados de manipulação de textos, listas e outras estruturas de dados (como dicionários, mais poderosos que o hash de Perl, pois os valores assumidos podem conter qualquer outro tipo de objecto e até mesmo outros dicionários).
Python possui ainda uma sintaxe simples, quase como um pseudo-código, próxima da linguagem matemática MATLAB.


História
O seu desenvolvimento teve início em 1990, pelo holandês Guido van Rossum, na CWI em Amesterdão e continuou na CNRI (fundação que sustenta a linguagem hoje) em Reston.
O conjunto de entidades e pessoas ligadas ao Python, sobretudo via Internet, formam a Python Software Activity (PSA).


Características

Em Python, ao contrário de C++ ou Java, as funções são tratadas como objectos, característica de linguagens de programação funcional como Lisp, muito utilizada em aplicações de inteligência artificial.
Outro ponto importante, oferecendo grande flexibilidade, é que, em Python, cada argumento de uma função pode assumir um valor default.


Módulos do Python

Os módulos, em Python, são colecções de funções.
A versão 1.5.2, de 1999 já incluía mais de 140 módulos, sem contar a extensão gráfica Tk que é importante na construção das ferramentas de utilização da linguagem, além de outros módulos que podem ser encontrados a partir do site oficial (www.python.org), quase todos livres e gratuitos.
Como ilustração, podemos citar alguns módulos, como o cgi (para programação de páginas dinâmicas), ftplib (para montagem de scripts para interacção com servidores FTP), gzip (para leitura e escrita de arquivos comprimidos), math (para utilização de funções matemáticas), re (para busca de texto com expressões regulares, característica da linguagem Perl), string (para operações com strings), time (para obtenção de hora actual e conversão de formatos de data), xmllib (para interpretação de arquivos em formato XML).
Outro módulo especial é o NumPy, utilizado na computação científica.


O que é NumPy

O NumPy é um conjunto de extensões para Python que oferecem várias funcionalidades para manipulação de conjuntos de objectos chamados arrays.
Estes, por sua vez, podem ter qualquer número de dimensões.
A vantagem destas extensões é que podemos processar grandes conjuntos de forma tão rápida quanto os resultados das linguagens não interpretadas de mais baixo nível.
A manipulação de grandes conjuntos numéricos, que é o caso do processamento de imagens, se fossem usadas as estruturas de dados padrão de Python, poderia ser muito lenta e ocupar muito espaço.
Entretanto, mesmo assim, comparando a execução de comandos de iteração (como o comando "for''), críticos em linguagens interpretadas, o Python revela-se eficiente, sendo mais rápido, por exemplo, que o MATLAB.
Tanto Python como MATLAB podem facilmente agregar funções (boa extensividade).
O facto de o Python ter código aberto e ser gratuitamente distribuído, inclusive com o Numerical Python, foi um elemento decisivo na escolha desta linguagem, já que a intenção, entre outras, é beneficiar qualquer pessoa interessada em ferramentas de processamento de imagens.


Tipos de variáveis dinâmicos

Um dos conceitos básicos de programação é a variável, que é um associação entre um nome e um valor.
Ou seja, temos em:

Código

 a = 1


A variável a recebe o valor de 1.
Em Python, não precisamos de declarar variáveis; para criar uma, basta atribuir-lhe um valor.
No exemplo acima, criámos uma variável chamada a.
Quando dizemos que a linguagem possui tipos de variáveis dinâmicos, o tipo de valor ao qual um nome está associado pode variar durante a execução de um programa.
Não quer dizer que não exista tipo -- embora em Python não o declaremos, as variáveis assumem um tipo -- apenas que este tipo pode variar durante o curso da execução.
Esta propriedade por si só não é tão importante, embora realmente torne a escrita dos programas mais ágil: não precisamos decidir de imediato qual informação será armazenada, e podemos converter uma informação entre diversos tipos sem definir uma nova variável.
Associada à orientação a objectos, no entanto, possui reflexos interessantes, que discutiremos mais adiante.


Controlo de bloco por indentação

Na maior parte das linguagens, há instruções ou símbolos específicos que delimitam blocos de código que compõem um laço ou expressão condicional. Por exemplo, em C:

Código

    if ( a < 0 ) {
    /* bloco de código */
    }

ou em Fortran:
   
Código

 if ( a .lt. 0 ) then
    /* bloco de código */
    endif

Nestes dois casos, os blocos são delimitados -- em C por chaves, e em Fortran pelo par then e endif.
Em Python, os blocos são marcados apenas por indentação:

Código

    if ( a < 0 ):
    # bloco de código
    # (ao fim da secção indentada
    # termina o bloco)
    # próxima instrução (após o if)

Esta propriedade faz com que a linguagem seja muito clara e fácil de ler -- a indentação está sempre correcta -- mas também requer um controlo formal sobre a indentação.
É importante convencionar se a indentação será feita por uma tabulação ou por um número determinado de espaços, já que todas as pessoas ao editar um programa Python devem usar o mesmo tipo.
Uma boa dica que evita confusão é usar 4 espaços para cada nível.


Tipos de variáveis de alto nível

Como dito antes, Python possui tipos, e alguns destes tipos merecem uma atenção especial por serem de alto nível, e portanto, bastante úteis.
Python oferece:

    * Strings: a cadeia de caracteres, uma forma de dado muito comum, possui um tipo específico.

    * Listas: uma lista é como um vector noutras linguagens: um conjunto de valores organizados (indexados) por um índice numérico e inteiro.
       
Código

  a = [ "A", "B", "C" ]
          print a[2]

    * Tuplas: tuplas são listas imutáveis; noutras palavras, não podem ser alteradas uma vez criadas.

    * Dicionários: dicionários são como listas, mas que possuem índices cujo tipo não precisa de ser inteiro.
       Dicionários são conhecidos em outras linguagens como arrays associativos ou hashes.
         
Código

 autor = { "nome" : "Christian", "idade" : 26 }
            print autor["nome"]

    * Classes: classes são tipos especiais que servem para apoiar programação orientada a objectos, que será discutida a seguir.


Orientação a objectos

Neste tópico, faremos uma rápida explicação sobre como pode ser feita a orientação a objectos.
Orientação a objectos (OO) é uma forma de estruturar um programa: ao invés de definirmos variáveis e criarmos funções, passando parâmetros entre elas, definimos objectos que possuem dados e acções associadas.
O programa orientado a objectos é resultado da 'colaboração' entre estes objectos.
Para a orientação a objectos ser utilizada, a linguagem de programação deve dar suporte a objectos (e aos seus tipos, as classes).
Em Python, há suporte completo a OO; aliás, a linguagem vai além de simples suporte: todos os elementos básicos em Python são objectos.
Segue um exemplo de uma classe, e da criação de um objecto, que nos termos da linguagem Python é chamado de instância:
     
Código

 class Produto:
       def vende(self):
       # Aqui entrariam as acções que realizam uma venda
       pass
        p = Produto()
        p.preco = 10.00
        p.descricao = "Halls extra forte"
        p.vende()
        print p


Por que utilizar Python?

Uma boa pergunta é -- já que existe uma quantidade de linguagens diferentes -- por que é que aprender Python é importante ou mesmo interessante?
Há diversas respostas; a mais importante, na minha opinião, é que Python é fácil.
É fácil em diversos sentidos:

    * Os conceitos fundamentais da linguagem são simples.

    * A sintaxe da linguagem é clara e fácil de aprender.

    * A linguagem possui um interpretador de comandos que permite aprender e testar rapidamente trechos de código.

    * Na grande maioria dos casos, um programa em Python será muito mais curto que seu correspondente escrito noutra linguagem.
       Isto também faz com que seja mais rápido de escrever.

    * Existe suporte para todo tipo de biblioteca e base de dados possível.
       Ou seja, pode-se fazer em Python qualquer tipo de programa, mesmo que utilize gráficos, base SQL ou outra tecnologia externa.

    * É possível escrever extensões para Python em C e C++ se é necessário performance máxima, ou se é desejável fazer interface com alguma ferramenta que possua biblioteca apenas nestas linguagens.

    * Python permite que o programa funcione em múltiplas plataformas; noutras palavras, a sua aplicação feita para Linux pode correr sem problemas em Windows e em outros sistemas.

    * Python é pouco punitivo: em geral, "tudo pode" e há poucas regras arbitrárias; isto acaba por tornar agradável o uso da linguagem.
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